O leão Cecil, e o que ocorreu de verdade na sua caçada.

Essa foi uma matéria do site True Green Alliance, https://www.mahohboh.org/, escrito por Ron Thomson, falarei mais dele no final, e essa matéria fala sobre a verdade da historia da morte do Leão Cecil, que causou revolta mudo afora contra a caça de leões, e conta que a historia divulgada por ONGs de direitos animais mundo afora, é mentira.

O Leão em questão, Cecil, não era um macho dominante de um bando de leões que teria sido atraído para fora do parque nacional Hwange, aonde vivia, e depois teria sido abatido ilegalmente por um caçador. Cecil, o leão, teria sido já expulso do seu bando, e de seu território dentro do parque, por um macho mais jovem e mais forte. Cecil era mais um velho leão, sem território, como muitos outros ao final de suas vidas, e passou a viver fora do parque nacional, em uma área de propriedade privada. Ele foi portanto abatido de forma legal, ele era na verdade um entre outros 65 leões que foram caçados fora do parque e de forma legal. Ele também era um dos 45 leões equipados com colares de pesquisa, seja radio colar ou com GPS, esses colares tinham sido implantados por cientistas da universidade de Oxford, na Inglaterra. O abate desses leões fazia parte de uma pesquisa, que queria determinar o que acontecia com leões machos após terem sido expulsos de seus territórios, no parque nacional, por outros machos mais fortes e jovens.

Luta para tomar o território e o bando, não é incomum que causem a morte de um ou mais leões.

E os ativistas dos direitos animais fizeram um grande uso deusa história do Cecil, inventando versões destinadas a despertar o emocional do público, e posiciona-los contra a caça de leões, e a medida que esse debate ficava mais quente, mais dinheiro ele gerava para os grupos animalistas. E ninguém irá saber ao certo quanto dinheiro a historia do Cecil gerou para esses grupos que inventaram era historia trágica, se centenas, ou milhões de dólares, ou mesmo centenas de milhões. Esperemos que o público eventualmente tome ciência dessa armação e se distancie dessa máfia animalista.

Macho dominante ameaçando um macho sub-adulto, logo esse macho jovem terá de sair do bando, ou o macho irá mata-lo.

E o que foi essa história? Se deu importância a morte de um animal falando que os caçadores malvados tiraram o leão de fora do parque nacional, de sua familia, de sua vida pacifica, e o mataram cruelmente, o que na verdade acontece com leões quando são expulsos da chefia do bando é a morte lenta, ao serem expulsos eles escapam feridos dessa briga, muitos morrem após a briga ou em consequência das feridas, os poucos que escapam ilesos dessa braço tem um outro problema, achar comida e lugar pra viver, num mundo aonde o ser humano praticamente tomou conta de todo o planeta, o que não é parque nacional, é fazenda, se forem atrás de gado, os leões serão mortos, se ficarem num parque nacional irão sempre de ficar fugindo de machos territoriais, e ao mesmo tempo tendo de caçar por si mesmos, tarefa que fica difícil para um animal velho rua passou alguns anos sem caçar por si mesmo. E a vida dos leões é tudo, menos pacifica, quando um macho nasce ele é cuidado pelo bando, mas aos 2 anos de idade é expulso pelo macho dominante, se tiver sorte ele é expulso com alguns irmãos, e esses jovens machos tem de aprender a se virar, caçando ou roubando presas de outros animais, comendo carniça, e ao mesmo tempo fugindo de outros machos territoriais que não hesitarão em mata-los se eles permanecerem em seu território. Segundo vários estudos, após uns 2 anos dessa vida de nômade esses machos jovens estão fortes e espertos o suficiente para tentar tomar um território para si, e o único jeito é expulsar, ou matar o macho dominante, hoje em dia vários canais de documentários mostram essas brigas quase todo dia. Digamos que tudo correu bem e esse machos tomaram um bando aos 4 anos de idade, eles imediatamente irão matar todos os filhotes em idade de aleitamento daquele bando, o que dizem ser para estimular as fêmeas a entrarem em cio novamente. Se houverem machos sub-adultos de uns 2 anos esses também poderão ser mortos se não fugirem.

Macho matando um filhote após tomar o domínio de um bando.

Agora para esses machos de 4 anos de idade começa a idade dourada, tem seu território, as fêmeas do bando fazem a maior parte da caça pra eles, mas toda noite eles tem de patrulhar seus territórios, e perseguir qualquer outro macho que tente viver ali ou tomar seu território. Não é uma vida mansa, é uma vida de leão mesmo, uma constante luta pela sobrevivência, como todos os outros animais selvagens. A morte, seja num acidente de caça, ou por um outro leão que queira seu território, é parte corriqueira da vida de um leão, assim como é ser morto por um ser humano, o conflito entre leões e seres humanos é antiquíssimo, e não deveria ser encarado como algo anti-natural. O que falta para a maioria das pessoas é entender o que se passa longe dos centros urbanos, hoje em dia nesse planeta existe um batalha diária por território, entre seres humanos e a fauna e flora selvagem, e ao se dizerem vegetarianos para evitar o sofrimento animal, as pessoas não percebem que ao comerem vegetais elas não diminuem em nada o sofrimento da fauna ou da flora, e nem de animais domésticos, ja que se houver diminuição de consumo de carne, simplesmente os animais destinados a produção de carne irão desaparecer, eles não existirão, nem pra sofrer e nem pra serem felizes.

Um ano após Cecil ter sido caçado, seu irmão, ou parceiro de coalizão, Jericó, foi achado morto, seu corpo mostrava sinais de inanição.

Agora um pouco sobre Ron Thomson, ele tem trabalhado com manejo de fauna dentro de parques nacionais africanos e reservas privadas por 58 anos. Em 24 desses anos ele foi empregado pelo departamento de parques nacionais e manejo de vida selvagem da Rodésia (hoje Zimbabwe), ele foi Provincial Game Warden in charge do parque nacional de Hwange, Chief Nature Conservation Officer no Ciskei, província sul-africana e Director of the Bophuthatswana National Parks Board também na Africa do Sul. Ele também atuou como caçadores profissional por 3 anos, e nos últimos 27 anos tem sido um jornalista e escritor de vida selvagem, investigando e fazendo observações sobre manejo de vida selvagem na Africa. Ele recebeu treinamento universitário como Field Ecologist (cum laude), foi membro por longo tempo do Institute of Biology (London), e depois de 20 anos se aposentou da função de Chartered Biologist for the European Union. Ele também foi pioneiro na captura de rinocerontes negros na Rodesia e liderou as operações de capturas de rinoceronte entre 1965 e 1970, capturando e relocando 140 rinocerontes. Sua experiência com a caça de “Big 5” é vasta, fazendo dele um dos mais experientes caçadores de grandes animais vivos hoje em dia. Ele publicou 15 livros e incontáveis artigos em revistas, todos sobre os princípios e praticas de manejo de fauna e de caça de grandes animais, e recentemente completou o sexto volume de uma série de livros sobre suas memórias de caça. Sua paixão hoje em dia, é sua preocupação em criar uma sociedade mais bem informada, bem informada nas melhores praticas de manejo de fauna, e do uso eficiente e sustentável dos nossos recursos selvagens para o beneficio da humanidade. E tem um compromisso determinado em expor as ameaças e patifarias da doutrina dos direitos animais. Ele é um dos fundadores da True Green Alliance (TGA), e foi o presidente da TGA em 2016 e agora em 2017 foi indicado como CEO. A TGA esta afiliada a industria da vida selvagem da Africa do Sul, e tem se ocupado em encarar as batalhas que a industria da vida selvagem tem sofrido pelos movimentos de direitos animais sul africanos e internacionais.

Ron Thomson capturando um rinoceronte negro na antiga Rodésia, hoje Zimbabwe.

Luis Almeida

Formado em Zootecnia, na UNESP -Jaboticabal, fez cursos de animais silvestres na ESALQ, morou Africa do Sul e Zambia nos anos 90, trabalhou como aprendiz de caçador profissional nesses países, em 2004 se mudou para a Grécia e desde 2013 fica indo e vindo entre Brasil e Grécia, sempre caçando aonde tem oportunidade e pesquisando novos destinos de caça.

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