Taxidermia, a arte da preservar animais.

Aqui um bom exemplo da preparação inicial da pele para ser curtida, tanto para um tapete como preparar um animal taxidermizado, a retirada de carne e excesso de gordura.

Hoje em dia a taxidermia é muito mais que “empalhar” animais, está muito mais para esculpir ou criar replicas de animais, alguns podem achar que é vaidade, eu mesmo penso que é uma forma de eternizar alguns momentos ou mesmo prestar uma homenagem aos animais que fizeram parte dessa aventura que é uma caçada.
A pele ja amolecida e tratada, com pouquíssimas gordura visível.

A taxidermia começou a ser praticada entre os séculos 16 e 17 na Europa, como forma de preservar espécimes coletadas por exploradores. Alem disso é uma atividade que ainda cria empregos, apenas nos EUA existem mais de 500 mil pessoas trabalhando nesse ramo, e o salário médio anual é de 70 mil dólares, na Africa do Sul também emprega muita gente, apenas um estúdio de taxidermia que eu visitei empregava aproximadamente 20 empregados apenas no estúdio de taxidermia, sem contar pessoal do escritório.

Aqui e pele já totalmente tratada e bem flexível.

Internacionalmente existe até um mercado para a pessoa que quer aprender ou fazer a sua própria taxidermia, com revistas especializadas, e firmas que vedem pelo correio formas de animais em poliuretano, substâncias para curtir o couro, amaciar o mesmo, olhos de vidro e dentes falsos para qualquer um poder taxidermizar desde um esquilo até um elefante.

Aqui a junção do troféu com a forma de poliuretano, antes da pele ser adicionada.

Basicamente o processo começa no acampamento e caça, aonde o animal tem seu couro retirado e salgado, além do sal também se aplica um produto para que nenhum inseto ataque o couro, ou se esconda ali, e esses produtos possibilitam àquele couro ser exportado para o mundo todo. Assim que chega na oficina de taxidermia, o couro recebe uns banhos químicos para amolecer o couro, sem que os pelos caiam. Dependendo do animal o couro pode recebe mais de uma desses banhos.

Aqui o taxidermista finaliza os detalhes do focinho de um javaporco para se ajustar a pele do troféu.

Após essa fase a equipe de taxidermia começa a retirar qualquer resquício de carne e gordura do couro, esse é um trabalho longo e demanda muita experiência para não fazer buracos no couro do animal. Quando o couro é considerado pronto, vem a parte de “vestir” a pele numa forma de poliuretano, aonde é aplicada também o troféu, ou os chifres, ou as mandíbulas do animal. A forma é feita a mão na maioria dos estúdios de taxidermia, eles tem uma forma fixa mas a pedido dos clientes, ou dependendo do tamanho do animal em questão, essas formas são modificadas. Para trabalhar com a forma é necessário muita prática e conhecimento de anatomia de animais selvagens.

Um corpo de poliuretano sendo ajustado para o animal ficar na posição desejada.

A parte de “vestir” é muito complexa, primeiro com a pele seca e pronta se faz uma prova pra ver se a forma e a pele estão encaixando bem, e dependendo algumas modificações são necessárias no “corpo” de poliuretano.

Com a pele já no corpo, começa-se a trabalhar nos detalhes.

Quando finalmente se aprova a união da forma e da pele, ai começa a parte dos detalhes, de colocar olhos e chifres, dentes, e ai sim, veste-se o corpo de poliuretano com a pele do animal. Após colocada a pele ainda se dá uns retoques finais como bigodes de predadores, cílios em volta dos olhos, e o resultado são esculturas que parecem estar vivas, como vcs podem ver nas fotos.

Trabalhando nos detalhes de um elefante.

Reforma de um animal já extinto, o Dodo.
A taxidermia ainda atrai gente jovem para essa atividade.
Resultado final.

Enfim, espero que esse texto sirva para informar aos leitores do AQUITEMJAVALI sobre essa arte antiga e que ainda tem muitos praticantes.

Fontes na internet.
https://datausa.io/profile/cip/010508/
https://www.gohunt.com/read/taxidermy-trends
https://www.mckenziesp.com/Taxidermy-Forms-C24.aspx

Luis Almeida

Formado em Zootecnia, na UNESP -Jaboticabal, fez cursos de animais silvestres na ESALQ, morou Africa do Sul e Zambia nos anos 90, trabalhou como aprendiz de caçador profissional nesses países, em 2004 se mudou para a Grécia e desde 2013 fica indo e vindo entre Brasil e Grécia, sempre caçando aonde tem oportunidade e pesquisando novos destinos de caça.

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